Amor não é o suficiente

Amor não sustenta nenhum relacionamento. O que claramente mantém 2 pessoas juntas é a cumplicidade, o carinho, o respeito e a admiração. E isso você pode ter por pessoas com as quais se relaciona sem estar romanticamente envolvido. Porque quando quaisquer um desses elementos falta, acabamos percebendo que o que havia já não era mais amor. O amor, sozinho, não é capaz de nada.

Vocês podem estar se perguntando por que escolhi começar o texto assim, especialmente sabendo que em poucos dias o Dia dos Namorados vai chegar e tá todo mundo por aí escrevendo e pesquisando quais melhores presentes, quais opções criativas e não tão caras e etc. O fato é que o Dia dos Namorados é uma data tão comercial que pra mim não significa grande coisa. O que esse dia realmente tem de importante é que ele pode nos ajudar a repensar nossos relacionamentos, seja para melhorar ou até mesmo perceber que ele não mais corresponde às nossas expectativas.

Amor é lindo, realmente. Dizem que ele move o mundo. Eu discordo completamente, penso que o sexo e a raiva movem, infelizmente. Só que o amor é aquela semente que nos faz acreditar que as coisas terão jeito, que tudo é possível. Amor é importante!

Posso estar parecendo pessimista. Se você acha, por favor, tente compreender e pensar de maneira diferente. Desejo todo amor do mundo e relacionamentos maravilhosos para todos nós! Só gostaria de deixar uma pergunta muito pertinente: Você tem cuidado do seu amor ou está deixando as coisas acontecerem? O que espera para esse Dia dos Namorados?

logo mag

Quando é hora de seguir em frente: depressão

Todo mundo sabe que estou há muito e muito tempo sem postar no blog. Quem me acompanha sabe que tive um problema sério de saúde no meio do ano passado, que acabou resultando numa cirurgia na coluna em novembro. Mas não é sobre isso exatamente o que quero falar com vocês hoje; o que preciso compartilhar é que não “abandonei” simplesmente o blog, entrei em depressão. E é sobre esse assunto, tão sério, que venho papear com vocês.

Entre o primeiro sinal de perda de movimentos (perdi em parte da perna e pé esquerdo), dor lascinante e a cirurgia, foram 4 meses. 4 meses trancada dentro de casa à base de remédios, de inúmeros cuidados e sem conseguir ver um filme ou série, ler livros ou praticar qualquer atividade que requeresse um pouco de atenção. Os remédios eram para bloquear parte dos neurônios e, com isso, reduzir as dores. Por essa razão, como um dos efeitos colaterais, eu ficava bem letárgica, sem nenhuma atenção, foco e, por fim, muito triste. Tinha vergonha do que estava passando e acabei me afastando de amigos também.

Até o período da cirurgia efetivamente, sempre que pude produzi o máximo de material possível. Fiz vídeos, escrevi, fiz resenhas e o que meu corpo ainda permitia. Deu para levar por um tempo e, agendando, consegui suprir bem os meses até novembro, quando operei. A essa altura já estava diagnosticada com depressão, pois passava grande parte dos meus dias sem conseguir fazer nada e não conseguia compartilhar o que se passava comigo. Com exceção da minha família, as pessoas mais próximas, e meu namorado Gustavo, praticamente ninguém tinha noção de nada. E ainda teve engraçadinho me chamando de antissocial, antipática… Tudo bem, ninguém é obrigado a adivinhar, né? E mesmo os que sabiam, não tinham noção realmente do que estava ocorrendo comigo. A verdade é que 90% de quem eu conheço só ficou sabendo o que aconteceria (a cirurgia) poucos dias antes. E muitos outros apenas depois (o que inclui vocês, meus leitores).

Para mim a depressão veio com tudo: perdi o ânimo, a vontade de viver e o interesse pelas coisas, das mais simples às maiores. Meus sonhos, que eram muitos, sumiram. Viver já não era prioridade, apenas sobreviver. Entendem a diferença?

depressão oms

Depressão mata e atinge aproximadamente 1 a cada 5 pessoas no mundo. Só que, diferente do que a maioria pensa, não são os fatores externos que desencadeiam o quadro depressivo. A pessoa precisa já ter uma predisposição (genética, química, sei lá) para que o que poderia ser uma tristeza se transforme num transtorno real, numa doença tão grave que leva pessoas geniais e incríveis ao suicídio. Questões como a baixa auto-estima, ansiedade, stress, compulsões e medo podem ser indícios de que algo não está bem e a busca de auxílio profissional, seja através de psicólogos e/ou psiquiatras é essencial. E não me venha com papo de que psiquiatra é pra maluco porque todos temos nossas loucuras e todos buscam, no fundo, a mesma coisa: paz interior e felicidade.

Alguns dos sinais de depressão bastante comuns são (Fonte: Minha Vida):

  • Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia
  • Desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas
  • Diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente consideradas agradáveis
  • Desinteresse, falta de motivação e apatia
  • Falta de vontade e indecisão
  • Sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio
  • Pessimismo, idéias frequentes e desproporcionais de culpa, baixa autoestima, sensação de falta de sentido na vida, inutilidade, ruína, fracasso, doença ou morte
  • Desejo de morrer ou mesmo planejar o suicídio
  • Interpretação distorcida e negativa da realidade
  • Dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento
  • Diminuição do desempenho sexual e da libido
  • Perda ou aumento do apetite e do peso
  • Insônia ou dificuldade para dormir, acordar muito mais cedo do que seria comum ou o inverso: excesso de sono
  • Dores e outros sintomas físicos sem motivo aparente.

 

image

 

Se você leu até aqui, primeiramente, muito obrigada. Obrigada porque tenho certeza que não ficará mais indiferente quando perceber que pessoas do seu meio podem estar doentes e talvez nem saibam. E também porque tenho esperança que, de alguma maneira, isso possa ajudar a reduzir o preconceito contra essa doença. Ah! E isso não tem nada a ver com falta de Deus não, hein!!!! Porque o que não falta é gente que joga culpa na (falta de) religião alheia para justificar uma doença que simplesmente não podemos controlar.

Meu caso? Pensei em suicídio, engordei ABSURDAMENTE, tenho variações entre insônia e um sono enorme, às vezes não quero sair da cama e AINDA não consegui voltar a me interessar por (praticamente) nada. Mas estou tentando e esse foi meu primeiro passo. Por isso peço paciência, pois a anuidade 2016-2017 está paga e a idéia é continuar com esse blog em funcionamento! É uma fase. Longa, mas uma fase que vai passar.

Estou com várias idéias de novidades pra gente! O ânimo vai vir, com certeza e em breve.

Beijinho carinhoso!

logo mag